Em julho, no depoimento a Moro, milhares  foram a Curitiba
Em julho, no depoimento a Moro, milhares foram a CuritibaFoto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva não deve se deslocar até Porto Alegre, no próximo dia 24, onde fica a sede do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) para aguardar o desfecho da sua apelação. Ele deverá acompanhar o julgamento em São Bernardo dos Campos, seu reduto político mais emblemático, e até poderá, depois da decisão, participar de ato na avenida Paulista. Advogados aconselharam o petista a não participar de manifestações, sob o argumento de que é preciso cautela para evitar confrontos e acirramento de ânimos.

Mas isso não evitará que uma militância aguerrida, tanto a favor como contra sua absolvição, vá às ruas do Brasil, na data, o que acende o alerta para problemas e conflitos.

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O Vem Pra Rua já anunciou que fará diversos atos pelo País na véspera do julgamento, inclusive no Recife. Segundo o movimento, o TRF4 "terá a oportunidade de confirmar a decisão do juiz Sérgio Moro ao condenar em segunda instância o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse será o maior símbolo do fim da impunidade no Brasil, atestando que a Justiça no país, de fato, funciona igualmente para todos, independentemente de cargo, influência, poder ou dinheiro”.

Em defesa da absolvição do petista, movimentos sociais e sindicais, militantes e artistas lançaram, na última quinta-feira, um comitê em defesa da candidatura de Lula. “Comitê metropolitano em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato a presidente”.

O comitê é fruto de uma articulação nacional que vai organizar e distribuir adesivos de carros, panfletos e praguinhas, bem como conteúdo de redes sociais para a campanha. Um dia antes do julgamento e no dia, atividades na Praça Tiradentes, no Bairro do Recife, serão realizadas.

Lula é acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina da empreiteira OAS, em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras. O valor, segundo a acusação, refere-se à suposta cessão pela OAS do apartamento tríplex no Guarujá (SP) ao ex-presidente, às reformas feitas pela construtora no imóvel e ao transporte e armazenamento de seu acervo presidencial.

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