Prefeitura de Camaragibe
Prefeitura de CamaragibeFoto: Divulgação

A reportagem do Blog da Folha e Folha de Pernambuco teve acesso a um parecer - emitido na última segunda-feira (6) - desfavorável ao prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), e sua vice, Nadegi Queiroz, eleitos em 2016, sobre a cassação de seus respectivos mandatos. Os gestores ingressaram com recurso encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco, mas o parecer do procurador regional eleitoral Francisco Machado Teixeira concluiu que:

“[... As provas evidenciam que o atual Prefeito Demóstenes e Silva Meira e Vice-Prefeita Nadegi Alves de Queiroz, então candidatos as eleições municipais de 2016, e Alamarr Maurrien Dias Novo Júnior, reuniram-se naquelas datas, a fim de ofertarem vantagens, cargos e secretarias aos partidos PCdoB e PEN, para obtenção de apoio político, o que configura abuso de poder econômico. 3 CONCLUSÃO Diante do exposto, o Ministério Público Eleitoral opina pela rejeição das preliminares de nulidades e pelo não provimento dos recursos”, diz.

No dia 21 de maio, prefeito e vice foram considerados pela juíza eleitoral, Luciene Pontes de Lima, de Camaragibe, analisou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) – impetrada pela Coligação Somos Todos Camaragibe, composta pelos adversários dos acusados: o então candidato a prefeito Jorge Alexandre Soares da Silva e, seu vice, João Bosco Gonçalves da Silva. Para a juíza, houve abuso de poder econômico que comprometeu a lisura, normalidade e legitimidade das eleições. No caso, Demóstenes Meira e Nadegi Queiroz teriam negociado apoio político em troca de benefícios, recursos financeiros e cargos na prefeitura e secretarias.

O processo está sob o número 369-62.2016.6.17.0127, no TRE-PE, onde aguarda data para julgamento da Corte do Tribunal. O prefeito e sua vice poderão aguardar o julgamento ocupando seus cargos

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