Polícia Federal desenvolve no Rio a operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Cadeia Velha
Polícia Federal desenvolve no Rio a operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Cadeia VelhaFoto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A exoneração do secretário estadual de Governo do Rio de Janeiro, Affonso Monnerat, foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial do Estado. Ele foi um dos 22 presos na operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato que investiga a participação de deputados estaduais em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos do governo do estado.

A exoneração de Monnerat foi feita a pedido e aceita pelo governador Luiz Fernando Pezão, que, em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, disse confiar na inocência do ex-secretário. Além disso, o governador também determinou a exoneração de outros três servidores estaduais presos na mesma operação: Carla Adriana Pereira, Shirley Aparecida Martins da Silva e o presidente do Detran, Leonardo Jacob.

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Como foi a operação

Na mesma nota Pezão afirmou ainda que não tem conhecimento dos fatos e tampouco do teor das acusações imputadas a esses servidores pelos procuradores da Lava Jato. Deflagrada nesta quinta-feira, a operação Furna da Onça revelou a existência de um esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

De acordo com o Ministério Público Federal, parlamentares recebiam propina para atuar de acordo com os interesses do grupo chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral, em votações na Alerj. Ainda segundo o Ministério Público, o esquema movimentou pelo menos R$ 54 milhões e o dinheiro da propina vinha do sobrepreço de contratos para obras no Rio, com recursos estaduais e federais. Dos 22 presos na operação, dez são deputados estaduais.

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