Entrevista

Clarissa revelou que morre de saudade da culinária do litoral pernambucano
Clarissa revelou que morre de saudade da culinária do litoral pernambucanoFoto: Divulgação

Você já deve ter visto Clarissa Pinheiro em Justiça, na minissérie exibida em 2016 na TV Globo, ela foi Irene. Agora, Clarissa pode ser visita na supersérie 'Onde Nascem os Fortes' como Gilvânia, a divertida motorista do personagem Pedro, vivido por Alexandre Nero. A recifense, que tem em seu currículo participações em novelas como 'Babilônia' e 'A Regra do Jogo', atualmente morando no Rio de Janeiro, conversou com o Site Roberta Jungmann sobre a experiência das gravações no sertão paraibano, detalhes dos bastidores, cinema pernambucano, além da saudade da capital pernambucana.  Confira:


RJ - Como está sendo sua experência na gravação de 'Onde Nascem os Fortes'?

CP - As gravações acabaram e bate uma certa melancolia. Foi um período muito bom, rico e divertido, que deixa saudades. Conheci pessoas super legais e talentosas, tanto da equipe quanto dos moradores da região. Um trabalho que, sem dúvidas, me engrandeceu tanto profissional como pessoalmente.

RJ - Você é pernambucana, já tinha visitado esse sertão da supersérie?

CP - Não conhecia o sertão da Paraíba, mas já tinha passado alguns dias no Vale do Catimbau, sertão de Pernambuco, que carrega a mesma beleza cheia de provações, luta e esperança. É incrível a força dessas pessoas e, com certeza, a série não poderia ser ambientada em outro lugar. É lá mesmo onde nascem e se criam os fortes.

RJ - Você falou que tinha muita vontade de atuar com Irandhir Santos, deu para sentir um gostinho no set?

CP - Nossa, foi uma única cena em que contracenamos, mas tenho que dizer que quando terminou eu me senti leve, feliz. O Irandhir tem uma potencia e presença em cena que te chama pra um jogo muito delicado e honesto. Foi lindo.

RJ - Gilvânia é uma personagem homossexual, de bom humor e atua direto com Alexandre Nero. Como foi para você? Qual a lição que fica de Gilvânia?

CP - A Gilvânia é uma figura. Me diverti muito durante todo o processo que “estivemos juntas”. Ela é uma personagem leve, mas que não deixa de colocar suas opiniões. Muitas vezes a sentia como uma voz da razão, dando conselhos e puxões de orelha. Sabia de tudo que estava acontecendo e se metia quando julgava necessário. Quanto à homossexualidade dela, achei legal o assunto ser tratado de uma maneira tão natural, tanto na trama quanto na casa dos Gouveia. Sabia-se que ela era homossexual, mas isso não era uma questão. Ela é e ponto. E é nesse sentido que devemos evoluir cada vez mais.

RJ - Tem alguma curiosidade de bastidor que marcou você?

CP - Para mim o mais curioso é que não chovia há sete anos no sertão. E esse era o cenário buscado para a série: clima árido, seco, árvores só no tronco. Porém, meses depois, quando ainda gravávamos, a chuva chegou. E aquele verde explodiu. E os rios subiram e toda aquela água trouxe obstáculos a mais para a logística das gravações. Mas ninguém ousava pensar que aquela chuva era um problema. Longe disso. Chuva no sertão é benção. E que beleza foi estar ali, acompanhando tudo isso.


Clarissa, que já atuou sob a direção de Kléber Mendonça, em Aquarius, conta que adoraria um novo convite

Clarissa, que já atuou sob a direção de Kléber Mendonça, em Aquarius, como a jornalista Ana Paula, conta que adoraria um novo convite - Crédito: Divulgação



RJ - Você também atuou em 'Justiça'. O que representou na sua carreira?

CP - “Justiça” foi uma grande e bonita oportunidade. Me proporcionou conhecer pessoas incríveis com as quais tive a sorte de trabalhar novamente. Ser dirigida pelo José Villamarim e sua equipe maravilhosa, sob o olhar do Walter Carvalho, foi de novo muito especial. Essa galera não é brincadeira, só dá gente fera! Me senti honrada em fazer parte.

RJ - Gostaria de trabalhar com algum cineasta pernambucano? Qual?

CP - Gostaria de trabalhar, novamente, com cineastas pernambucanos. Tive uma prazerosa experiência com o Kléber Mendonça, em “Aquarius” e com Daniel Edmundson, no telefilme “Bode de Natal”. Quem sabe em breve? Tenho o maior orgulho do nosso cinema. Continuar fazendo parte dele seria uma honra.

RJ - Você vem sempre ao Recife? Tem família por aqui?

CP - Sempre vou a Recife. As vezes mais de uma vez por ano. Meu irmão mora aí. É bom matar a saudade e renovar as energias com as nossas raízes. Ver amigos queridos, visitar a família é tudo que eu preciso. Não deixo de comer caranguejo, ostra, sururu, casquinho de aratu, agulha frita. Enfim, já deu pra perceber que eu sinto falta dessa nossa culinária litorânea. 

RJ - Já tem data para retornar?

CP - Por enquanto não. Mas não acho que vá demorar muito. 

RJ - E como fica os próximos trabalhos após a supersérie? Pode adiantar algum para a gente? 

CP - Alguns projetos na agulha, mas que não necessariamente serão exibidos esse ano. Vamos caminhando!


 

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