Entrevista

Fábio Assunção deixou o título de galã de lado para se abrir em entrevista à Trip
Fábio Assunção deixou o título de galã de lado para se abrir em entrevista à TripFoto: Fernando Young/Divulgação

Fábio Assunção é capa e recheio desta edição da revista Trip. A entrevista foi rolou exatamente como pede o atual momento: deixando de lado a fama de galã e focando na maturidade pessoal e profissional do ator, que ainda sofre com a dependência química. Sobre o assunto, ele afirmou: “É um trabalho diário mesmo. Não sei como é para cada um. Mas é isso. Eu acho que, tendo foco, é possível”. Confira mais declarações:

Sobre a dificuldade ao encarar sua dependência química sendo a figura midiática que é: “A primeira vez que achei que as coisas estavam saindo do meu controle, em 2008, fui ao AA [Alcoólicos Anônimos]. Estava me sentindo envergonhado, muito preocupado com as pessoas saberem. Cara, na hora que eu saí, tinha um paparazzo do lado de fora. Então, eu nunca tive a possibilidade de viver esse processo com privacidade”.

"Se você está feliz, se está com saudade, se tem uma perda ou se acaba um relacionamento, tem que vivenciar isso e dói. Essas coisas… Todo mundo sente o impacto desses sentimentos, não são sentimentos fáceis. Então acho que [fazer uso de substâncias químicas] foi uma forma de não sentir, uma coisa que eu não tinha preparo para me relacionar”.

“As pessoas sofrem por várias razões, por medo, ou porque são eufóricas, ou porque são deprimidas, ou porque sentem muita raiva. O equilíbrio é você aprender a lidar com essas forças a seu favor e a favor do mundo. Essa não é uma questão exclusiva das pessoas que têm ou tiveram histórico de uso de alguma substância, seja ela lícita ou ilícita, porque tem muita gente que desenvolve dependência de substâncias lícitas. A gente está aprendendo, não é uma resposta que só eu preciso encontrar”.

Sobre a luta contra a dependência ser diária: “Sim, é um trabalho diário mesmo. Não sei como é para cada um. Mas é isso. Eu acho que, tendo foco, é possível”.

Sobre ter sua privacidade respeitada: “No começo, sendo mais novo, eu era muito mais abordado, mas achava muito legal, não era desconfortável. Hoje, já vejo de outra forma, gosto de estar num mesmo espaço que outras pessoas, mas sem holofote”.

Sobre seu namoro com Maria Ribeiro: “Faz quatro meses que estamos juntos, mas a gente se conhece há muitos anos. Tivemos esse reencontro agora só. Está num momento incrível. Viajo sempre que acabo um trabalho, agora eu vou viajar para a Itália. Vamos eu e Maria para Itália”.

O ator lamentou nunca ter podido viver o tratamento de forma discreta e privada

O ator lamentou nunca ter podido viver o tratamento de forma discreta e privada - Crédito: Fernando Young/Divulgação

Sobre se filiar ao PT em 2017: “Tive um convite do Lula, numa conversa que tivemos em um jantar. Ele queria formar uma comissão para discutir política de drogas e queria que eu participasse. Falei que sim. E a gente fez algumas reuniões, ele disse que era muito importante conversar sobre isso com as famílias brasileiras”.

“O Brasil tem muito o que mudar nessa área, que é muito central. Se jogar a droga na ilegalidade, ela vira um instrumento de extermínio. É muito pesado o que falei, mas o que o Dória fez na Cracolândia foi uma violação de direitos humanos flagrante, uma coisa absurda”.

Sobre seu personagem mais recente, Ramiro, em “Onde nascem os fortes”: “É um cara extremamente conservador, reaça, um criminoso, que manipula coisas. Esse personagem é quase um ato político, é como se eu estivesse mostrando o que não acredito, ou que acredito pelo avesso”.

Sobre ter algum tipo de problema com o título de galã: “Quando você começa a trabalhar, fica chateado quando te chamam de galã. ‘Porra, não estão reconhecendo meu trabalho!’ Mas hoje já acho legal. ‘O cara não consegue escapar do galã!’ Acho maneiro. ‘Até de barba o cara continua galã!’ Poxa, obrigado, pessoal, valeu”. 

Clarissa revelou que morre de saudade da culinária do litoral pernambucano
Clarissa revelou que morre de saudade da culinária do litoral pernambucanoFoto: Divulgação

Você já deve ter visto Clarissa Pinheiro em Justiça, na minissérie exibida em 2016 na TV Globo, ela foi Irene. Agora, Clarissa pode ser visita na supersérie 'Onde Nascem os Fortes' como Gilvânia, a divertida motorista do personagem Pedro, vivido por Alexandre Nero. A recifense, que tem em seu currículo participações em novelas como 'Babilônia' e 'A Regra do Jogo', atualmente morando no Rio de Janeiro, conversou com o Site Roberta Jungmann sobre a experiência das gravações no sertão paraibano, detalhes dos bastidores, cinema pernambucano, além da saudade da capital pernambucana.  Confira:


RJ - Como está sendo sua experência na gravação de 'Onde Nascem os Fortes'?

CP - As gravações acabaram e bate uma certa melancolia. Foi um período muito bom, rico e divertido, que deixa saudades. Conheci pessoas super legais e talentosas, tanto da equipe quanto dos moradores da região. Um trabalho que, sem dúvidas, me engrandeceu tanto profissional como pessoalmente.

RJ - Você é pernambucana, já tinha visitado esse sertão da supersérie?

CP - Não conhecia o sertão da Paraíba, mas já tinha passado alguns dias no Vale do Catimbau, sertão de Pernambuco, que carrega a mesma beleza cheia de provações, luta e esperança. É incrível a força dessas pessoas e, com certeza, a série não poderia ser ambientada em outro lugar. É lá mesmo onde nascem e se criam os fortes.

RJ - Você falou que tinha muita vontade de atuar com Irandhir Santos, deu para sentir um gostinho no set?

CP - Nossa, foi uma única cena em que contracenamos, mas tenho que dizer que quando terminou eu me senti leve, feliz. O Irandhir tem uma potencia e presença em cena que te chama pra um jogo muito delicado e honesto. Foi lindo.

RJ - Gilvânia é uma personagem homossexual, de bom humor e atua direto com Alexandre Nero. Como foi para você? Qual a lição que fica de Gilvânia?

CP - A Gilvânia é uma figura. Me diverti muito durante todo o processo que “estivemos juntas”. Ela é uma personagem leve, mas que não deixa de colocar suas opiniões. Muitas vezes a sentia como uma voz da razão, dando conselhos e puxões de orelha. Sabia de tudo que estava acontecendo e se metia quando julgava necessário. Quanto à homossexualidade dela, achei legal o assunto ser tratado de uma maneira tão natural, tanto na trama quanto na casa dos Gouveia. Sabia-se que ela era homossexual, mas isso não era uma questão. Ela é e ponto. E é nesse sentido que devemos evoluir cada vez mais.

RJ - Tem alguma curiosidade de bastidor que marcou você?

CP - Para mim o mais curioso é que não chovia há sete anos no sertão. E esse era o cenário buscado para a série: clima árido, seco, árvores só no tronco. Porém, meses depois, quando ainda gravávamos, a chuva chegou. E aquele verde explodiu. E os rios subiram e toda aquela água trouxe obstáculos a mais para a logística das gravações. Mas ninguém ousava pensar que aquela chuva era um problema. Longe disso. Chuva no sertão é benção. E que beleza foi estar ali, acompanhando tudo isso.


Clarissa, que já atuou sob a direção de Kléber Mendonça, em Aquarius, conta que adoraria um novo convite

Clarissa, que já atuou sob a direção de Kléber Mendonça, em Aquarius, como a jornalista Ana Paula, conta que adoraria um novo convite - Crédito: Divulgação



RJ - Você também atuou em 'Justiça'. O que representou na sua carreira?

CP - “Justiça” foi uma grande e bonita oportunidade. Me proporcionou conhecer pessoas incríveis com as quais tive a sorte de trabalhar novamente. Ser dirigida pelo José Villamarim e sua equipe maravilhosa, sob o olhar do Walter Carvalho, foi de novo muito especial. Essa galera não é brincadeira, só dá gente fera! Me senti honrada em fazer parte.

RJ - Gostaria de trabalhar com algum cineasta pernambucano? Qual?

CP - Gostaria de trabalhar, novamente, com cineastas pernambucanos. Tive uma prazerosa experiência com o Kléber Mendonça, em “Aquarius” e com Daniel Edmundson, no telefilme “Bode de Natal”. Quem sabe em breve? Tenho o maior orgulho do nosso cinema. Continuar fazendo parte dele seria uma honra.

RJ - Você vem sempre ao Recife? Tem família por aqui?

CP - Sempre vou a Recife. As vezes mais de uma vez por ano. Meu irmão mora aí. É bom matar a saudade e renovar as energias com as nossas raízes. Ver amigos queridos, visitar a família é tudo que eu preciso. Não deixo de comer caranguejo, ostra, sururu, casquinho de aratu, agulha frita. Enfim, já deu pra perceber que eu sinto falta dessa nossa culinária litorânea. 

RJ - Já tem data para retornar?

CP - Por enquanto não. Mas não acho que vá demorar muito. 

RJ - E como fica os próximos trabalhos após a supersérie? Pode adiantar algum para a gente? 

CP - Alguns projetos na agulha, mas que não necessariamente serão exibidos esse ano. Vamos caminhando!


 

Camila Coutinho concedeu entrevista exclusiva ao site Roberta Jungmann
Camila Coutinho concedeu entrevista exclusiva ao site Roberta JungmannFoto: Gustavo Gloria

Camila Coutinho falou sobre a sua trajetória no blog Garotas Estúpidas, os desdobramentos da página, o seu recém-lançado livro, "Estúpida, eu?", o dia a dia de uma digital influencer e até como anda o coração em papo descontraído com a titular deste site, Roberta Jungmann. A conversa, que rolou no museu Cais do Sertão, no Recife, você confere no vídeo abaixo:

 

 

Joelma concedeu entrevista na tarde desta quinta (8)
Joelma concedeu entrevista na tarde desta quinta (8)Foto: Gustavo Gloria/FolhaPE

Joelma está no Recife para apresentar a sua nova turnê. A cantora faz show completo nesta sexta-feira (9), no Clube Metrópole. Na tarde desta quinta-feira (8), Joelma concedeu entrevista e falou sobre vários assuntos, incluindo a relação com o seu pai e sobre sua nova parceria com Marília Mendonça. Confira o bate-papo com ela:

O clipe lançado com Marília Mendonça é uma forma de desabafar?

Não procurei esta música, ela que me achou. Não sei se é para desabafar, mas ela me fez muito bem.

Como você vê essa junção do seu ritmo com o sertanejo de Marília Mendonça?

Eu já gravo este ritmo há muitos anos, antes mesmo dele surgir no sertanejo. Então foi uma mistura do que eu já fazia antes. A única diferença que eu coloquei nesta música foi um pouco de sanfona para misturar com o sertanejo, e só. Continua sendo a ‘batchatcha’ que eu fazia lá trás.

Com a carreira solo, você sentiu que os seus fãs mudaram também? Continuou o mesmo carinho ou até mais?

Mais (carinho). Acho que veio uma firmeza. Naquela hora eles carimbaram e afirmaram: “Eu te amo e estou com você, aconteça o que acontecer”. Foi muito bom.

Você não esteve no Galo da Madrugada este ano. Sentiu saudades?

Eu precisava descansar. Estava trabalhando demais. E aí eu disse: “Não, preciso descansar este ano. Preciso colocar minha cabeça no lugar já que tem tanta coisa aí para fazer”. E deu certo.

Na sexta você faz um show em uma boate LGBT do Recife. Em 2013 você se envolveu em uma polêmica com este público. Hoje em dia, você mudou o seu pensamento?

Meu melhor amigo é gay. É com ele que eu falo sobre todas as coisas. Eu sou evangélica e todo mundo sabe disso. Mas isto não interfere em nada, você tem que respeitar e amar o seu próximo. Agora sua relação com Deus é cada um e ninguém tem que se meter. É ligação direta. Eu não me considero uma pessoa cristã que agride as pessoas com palavras e preconceito. Isso não.

A música passa uma mensagem sobre a violência contra a mulher. Qual a sua opinião sobre o que deve ser feito a respeito?

Vai de cada pessoa. No caso da minha mãe, ele (o pai) foi embora e eu, quando criança, disse que foi a única coisa boa que ele fez. Eu tinha oito anos de idade e até hoje não o vi. Só falei por telefone. Antes de gravar meu novo DVD, eu liguei para ele. Eu odiava meu pai. Ele só plantou coisas ruins dentro de mim. Mas eu aprendi que guardar coisas ruins dentro de você, impede você de ser feliz. Então hoje eu perdoo 70 x 7, se for preciso, por dia. É uma escolha. Fácil, não é. Mas eu escolho isso, porque eu quero ser feliz de verdade.

Como você se sente de ter superado isto?

Eu me senti muito bem depois disto. Me senti muito leve. Já consigo falar com meu pai normalmente. A gente precisa insistir e persistir o bem sempre.

Como é sua relação com os fãs recifenses?

É bem legal. Eu só não sou muito adepta a internet, sabe? A internet não gosta muito de mim. Eu tenho que aprender a me apaixonar por ela. Eu gosto mais do corpo a corpo, de conversar. A relação mais forte é entre um show e outro. Depois do show eu distribuo 100 pulseiras e a gente fica ali tirando foto, jogando conversa fora, puxando orelha um do outro. É bem legal mesmo.

Os Novos Baianos chegam ao Recife para apresentação única, nesta sexta-feira (1º), no Classic Hall
Os Novos Baianos chegam ao Recife para apresentação única, nesta sexta-feira (1º), no Classic HallFoto: Divulgação

Baby do Brasil, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão finalmente estarão reunidos no Recife. Trazem a poesia e a esperança do Acabou Chorare ao palco do Classic Hall, nesta sexta (1º), às 21h. A cadência do samba no melhor estilo Novos Baianos promete encantar ainda mais os fãs, que já não se aguentam de ansiedade. É que o show estava marcado para agosto e precisou ser remarcado por causa de complicações de saúde de Moraes.

Mas já está “tudo bem, tudo certo” com o baiano, que concedeu entrevista exclusiva ao site RJ. Adiantou as homenagens que a banda vai fazer na apresentação, falou sobre a relação com os fãs mais jovens e tantos outros assuntos. Confira:


Site RJ - De onde veio a ideia de voltar com a banda?

Moraes - A ideia de reunir o grupo partiu da Bahia, a partir da reinauguração da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, onde tivemos apresentações históricas. Eles nos convidaram para fazer a festa de reinauguração junto com Maria Bethânia e outros nomes.

A princípio, eu não tinha nenhum plano de volta com os Novos Baianos, de show com os Novos Baianos, mas a solicitação chegou muito forte e tive um apelo que Baby do Brasil fez para mim, que a gente fizesse shows juntos, para que a gente voltasse, que a Bahia estava nos chamando. Então resolvi fazer e aconteceram em maio, duas apresentações lotadas na concha. A partir daí, nós desenvolvemos a ideia da turnê.

Site RJ - Existe alguma possibilidade de canções inéditas em conjunto? 

Moraes - No show, nós não estamos preocupados com músicas inéditas, vamos cantar o repertório histórico dos Novos Baianos, baseado principalmente no álbum Acabou Chorare. Outras canções de outros discos também entrarão, e teremos homenagens a João Gilberto e a Tom Zé.

Moraes Moreira revelou a paixão pelo Recife e pela música pernambucana

Moraes Moreira revelou a paixão pelo Recife e pela música pernambucana - Crédito: Divulgação 

Site RJ - Qual é a relação dos integrantes com Pernambuco?

Moraes - Nós temos lembranças de shows que fizemos aí, na outra reunião. Passamos por Recife, ficamos aí uma semana, jogamos futebol contra o time juvenil do Santa Cruz, inclusive perdemos. Fizemos um show bacana. Temos boas lembranças. Eu, pessoalmente, tenho ótimas lembranças de Recife. Tenho ligação com Pernambuco. Sou amigo do Estado.

Já participei de vários carnavais de Recife, e o Maestro Duda já disse pra mim que ia me dar um diploma de frevista. Tenho muitos amigos, muitas amigas de Recife. É uma cidade que eu amo, adoro a sua cultura, é maravilhosa e eu sempre procuro estar atualizado com tudo o que acontece em matéria de cultura em Recife.


Site RJ
- Grande parte do público de vocês é de jovens. Como enxergam essa atemporalidade da obra do grupo?

Moraes - A juventude tem sido o nosso maior público nestas viagens pelo Brasil afora. Garotos de 16 e 17 anos dizendo que queriam ter morado no sítio com a gente, que queriam ter pertencido à nossa geração, para curtir de perto o que os Novos Baianos fizeram nos anos 70. A gente fica feliz de saber que a nossa música tem uma permanência muito grande, principalmente no coração dos jovens. Isso é o nosso futuro garantido.

Site RJ - Haverá alguma homenagem ao Recife ou a alguém especial?

Moraes - Com certeza alguma homenagem a Recife eu vou fazer, mas isso é segredo. Vocês vão ouvir no show.

Site RJ - O que podemos esperar da apresentação?

Moraes - Podem esperar um show quente, um show diversificado, um show de música brasileiríssima e universal. Estamos todos aí, tocando o repertório. Acabamos de gravar o DVD. Estamos com o show na estrada há algum tempo, e, com certeza, a nossa expectativa para o show em Recife é a melhor possível.

Site RJ - Depois de viverem tudo o que a ditadura trouxe, qual é a visão de política que vocês têm agora?

Moraes
- O que a gente comenta entre nós é que parece que todo vez que o Brasil vive uma situação ruim, a gente tem que aparecer para levantar a autoestima do povo brasileiro e para dizer: Brasil, esquentai vossos pandeiros. Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar o seu valor.

O homem, como dizia Aristóteles, é animal político. Precisa da política para viver. Nós precisamos da política, mas a política, no Brasil, virou uma atividade criminosa e isso tem que acabar. Eu acho que nós estamos passando por este processo e acredito que, daqui a mais um pouco, nós teremos um novo Brasil.


Site RJ - Quais os nomes da nova geração que vocês admiram?

Moraes - Queria fazer um destaque para a cena musical pernambucana, desde de Chico Science que eu venho admirando vários nomes da música pernambucana. Eu acho que, em Pernambuco, existe uma renovação muito grande da música brasileira e todo o Brasil precisa estar atento a isto, como eu sempre estive. Desde Chico Science, quando assisti ao seu show pela primeira vez e levei um susto.

Achei também que parecia muito com os Novos Baianos, era uma turma boa, uma turma bacana. O Brasil é um país que está sempre se renovando, principalmente em termos de música e de cultura em geral. Acredito que os valores estão aí para gente observar. Embora a internet hoje seja um palheiro onde para achar uma agulha é difícil.

O look envergado pela atriz Mariana Ximenes
O look envergado pela atriz Mariana XimenesFoto: Gustavo Gloria/FolhaPE

A atriz conversou com o site RJ sobre os cuidados com a beleza, o novo visual com franja e declarou o amor e o desejo de participar do cinema local. Confira:

 

Maria Rita emocionou em show para convidados no formato voz e violão
Maria Rita emocionou em show para convidados no formato voz e violãoFoto: Gustavo Gloria/FolhaPE

A cantora Maria Rita esteve no Recife nesta quarta (22). A cantora bateu um papo com o site após o show em comemoração dos cincos anos do RioMar. Na conversa, ela relembrou um momento marcante quando Elis Regina (sua mãe), esteve no Recife. Ela também falou sobre o seu show voz e piano e o lado sambista. Maria Rita também não escondeu o desejo de retornar ao palco do Marco Zero, durante o Carnaval. A última vez que esteve aqui foi em 2009. 

 

Fraga aconselha os jovens talentos a buscarem inspiração na cultura pernambucana
Fraga aconselha os jovens talentos a buscarem inspiração na cultura pernambucanaFoto: Divulgação

Passando uns dias em Olinda, o estilista Ronaldo Fraga conversou com exclusividade com o Site Roberta Jungmann. Nesta quarta (22) ele participa do Marco Pernambucano da Moda, da Qualicut, que reúne estudantes e profissionais da moda, em Olinda. No bate-papo, ele fala sobre a ligação com Pernambuco e o processo de criação:

RJ - O que o público pode esperar da palestra desta quarta (22)?

RF - A palestra tece um paralelo pelo momento que passam a moda e a cultura e como uma pode se beneficiar no contato uma com a outra. Acho que ambas vivem o desafio que é o da inclusão. Se é para ter um diálogo estreito com o nosso tempo, e de que forma ela pode ser inclusiva.


RJ - O que recomendaria a jovens autores em processo de criação?

RF - Busquem repertório. Joguem tudo no balde, porque na hora que precisarem, podem buscar. No caso de Pernambuco, o conselho que dou é que os estilista se apropriem dessa cultura local, que é muito rica e muito fascinante mas poucos são aqueles que a terminam colocando em seu trabalho de moda.

RJ - A identidade cultural é um tema notadamente proeminente no seu processo criativo com pesquisas nas raízes brasileiras. Quais universos brasileiros você ainda pretende visitar?

RF - Tenho vontade de visitar tantos universos, tantos livros, tantos lugares...mas também me deixo levar. Acendo vela todos os dias para o São Acaso. Torço sempre para o acaso me trazer destinos, caminhos e pessoas que me levem a histórias interessantes, como foi o caso de Passira, por exemplo (em 2011, Ronaldo firmou parceria com as bordadeiras da cidade do Agreste pernambucano)

RJ - Em que momento arte e moda conversam entre si?

RF - Nem sempre moda é arte, mas quando ela estabelece um diálogo nesse vetor, ela é transformadora. Isso não só na moda, mas na gastronomia: nem todo chef é artista, nem todo arquiteto é artista. Mas alguns sim. Quando se estabelecem neste lugar, ganhamos todos. 

Juliana esbanjou beleza e simpatia, além de rasgar elogios para Sonia Braga
Juliana esbanjou beleza e simpatia, além de rasgar elogios para Sonia BragaFoto: Arthur de Souza/FolhaPE

Os atores Juliana Paes (Dona Flor) e Marcelo Farias (Vadinho) estiveram juntos com Pedro Vasconcelos, diretor do filme "Dona Flor e seus dois maridos", no Recife, nesta quarta (25), para divulgar o longa que estreia no dia 2 de novembro nos cinemas. O filme tem ainda Leandro Hassum no papel de Dr.Teodoro. Com duração de cinco semanas, o filme foi rodado boa parte em Salvador, na Bahia. Confira o bate-papo com o trio:

 

A atriz chegando no hotel em Boa Viagem

A atriz chegando no hotel em Boa Viagem - Crédito: Arthur de Souza/FolhaPE

Marcelo Faria interpreta Vadinho o marido morto de Dona Flor, interpretado por Juliana Paes

Marcelo Faria interpreta Vadinho, o marido morto de Dona Flor, interpretada por Juliana Paes - Crédito: Arthur de Souza/FolhaPE

 

 

Juliana Paes:

SITE RJ - Fazer Gabriela e agora Dona Flor te deixou mais próxima da obra de Jorge Amado?

Juliana Paes - Quando menina, meu professor favorito, Márcio de Literatura, tinha uma predileção por Jorge Amado, então eu já tinha lido quase tudo e já conhecia. Quando fui convidada para fazer Gabriela (Minissérie global) pude ler de outra forma. E, para Dona Flor, fui tentar ver tudo que já havia sido feito, mas ai Pedrinho (diretor) pediu para que eu só lesse o livro e fizesse a minha Dona Flor. Fazer Jorge é um deleite para qualquer ator, são histórias recheadas de detalhes.

SITE RJ - Tem alguma coisa de Juliana Paes em Gabriela ou em Dona Flor?

Juliana Paes - Talvez haja muito mais de mim em Dona Flor. Toda mulher passa, já passou ou vai passar por momentos de angústias sobre exercer seu papel nessa sociedade. Se você fala palavrão, se coloca um vestido curto, se sai com vários caras, isso é tabu. Flor é universal, acredito que existam poucas mulheres que não se identificam com esse tipo de angustia. Essa história está muito ligada ao empoderamento.

SITE RJ - Sonia Braga já fez as duas personagens (Gabriela e Dona Flor). Você buscou assistir a interpretação da atriz para se inspirar?

Juliana Paes - Na época de Gabriela eu vi tudo dela, a gente se falou, se encontrou. Mas para Dona Flor não conseguimos conciliar a agenda, infelizmente, porque sempre que a gente se encontra é uma festa. Sou uma fã de Sonia Braga, muito antes de sonhar em ser atriz. É uma homenagem para essa mulher que sempre povoou a minha criatividade na hora de pensar em mulheres fortes, sensuais, donas de si. Você pensa em uma força da natureza, você pensa em Sonia.

SITE RJ - Você já conseguiu sair da Bibi Perigosa (personagem da novela "A Força do Querer")?

Juliana Paes - Tem uma coisa de corpo que ainda demora um pouco. Bibi tinha um gestual, um jeito um pouco mais do corpo de ficar sempre projetado, como se estivesse pronta para uma ação. Então, por vezes eu ainda me pego muito assim, é alto instintivo, que ainda está em mim, mas daqui a pouco sai.  

Marcelo Farias contou que contornou o fato de precisar ficar nú em boa parte do filme

Marcelo Farias contou que contornou o fato de precisar ficar nu em boa parte do filme - Crédito: Arthur de Souza/FolhaPE

 

 

Marcelo Faria:

SITE RJ - Você viveu Vadinho no teatro, agora nos cinemas e, ainda participou da produção do filme, como foi essa experiência?

MARCELO FARIA - Foi um trabalho longo. Começamos essa história em 2005. Em 2006 começamos a captação, e foi aí que entrei em dança de salão, me ajudou muito na preparação. Pedro (diretor) me orientou muito para ler o livro e entrar nesse universo. Todas as descrições possíveis, dele criança até virar o malandro, estão no livro. Reencontrei Ju (Juliana Paes) para passar as cenas, principalmente as delicadas, de amor, de brigas, tudo foi fluindo. E, foi a partir desse momento que eu deixei a produção executiva de fora e me dediquei aos ensaios. Não podia neste momento me preocupar ao cheque, ao orçamento, ou coisa assim. Me dediquei ao ator.

SITE RJ - Você ficou pelado no meio do Pelourinho. Foi difícil as cenas de nudez?

MARCELO FARIA - Praticamente passo 70% do filme pelado. Eu me voltei para o tempo de teatro. Eu passei quase cinco anos nu para a plateia, o que é mais difícil. Como a câmera tem lentes que se aproximam a gente, consegui me defender para não ficar o tempo todo expondo o nu frontal. Eu acho que principalmente o masculino atrapalha, quando exposto o tempo inteiro. Nós filmávamos muito cedo da manhã. Dormíamos 11h da manhã e acordávamos 6h da tarde. Era um horário trocado. E a cena do Pelourinho com Vadinho pelado aconteceu às 6h15 da manhã e não tinha muita gente na rua. Teve um ou outro que ficou olhando, mas para quem ficava para duas mil pessoas pelado, foi tranquilo.

O diretor do filme, Pedro Vasconcelos, que tem experência em TV e Cinema

O diretor do filme, Pedro Vasconcelos, que tem experiência em TV e Cinema - Crédito: Arthur de Souza/FolhaPE

 

Pedro Vasconcelos:

SITE RJ - Você chegou a trocar ideias com Bruno Barreto (diretor do primeiro filme "Dona Flor e seus dois maridos")? Como foi adaptar a história?

PEDRO VASCONCELOS - Não, de jeito nenhum. O roteiro foi de uma versão nossa do livro. O que estamos fazendo é uma nova leitora para que outras gerações que nunca tenham visto "Dona Flor e seus maridos" possam ter o prazer de assistir no cinema.

SITE RJ - A pernambucana Prazeres Barbosa está no elenco, como foi o convite?

PEDRO VASCONCELOS - Ela faz uma das amigas da mãe de Dona Flor. Prazeres é uma amiga minha do Rio de Janeiro. Ela fez algumas novelas comigo, a gente se gosta muito.

SITE RJ - Qual a maior diferença entre dirigir telenovela e dirigir cinema?

PEDRO VASCONCELOS - É diferente porque a linguagem é totalmente diferente. Na TV temos um ritmo pesado, você tem que fazer uma dinâmica com uma edição de imagens maior. O cinema os planos são mais trabalhados.

SITE RJ - Jorge Amado é baiano, nordestino. Como foi mergulhar na cultura nordestina, principalmente com as locações na Bahia?

PEDRO VASCONCELOS - O livro nos orientou muito. Embora esse, seja o que menos fala sobre as particularidades da Bahia, diferente de "Capitães de Areia". O mergulho nesse livro é na alma de um ser humano, de Dona Flor no caso. Tivemos a ajuda de muitos amigos baianos.
 

Cleo Pires falou sobre feminismo, projetos de carreira e projeto social em entrevista ao site RJ
Cleo Pires falou sobre feminismo, projetos de carreira e projeto social em entrevista ao site RJFoto: Paloma Amorim/Divulgação

Alvo de várias polêmicas e cheia de atitude, Cleo Pires veio ao Recife especialmente para o Baile da Avina/Vogue, que arrecadou verba para a construção de uma cisterna no Sertão pernambucano, sexta (20), na Arcádia Boa Viagem. Em papo com o site RJ, ela falou sobre os novos projetos da carreira, tanto musical quanto de atriz, sobre feminismo e seu projeto social na África. Confira: 

Projetos musicais

"Eu to num projeto pessoal, em estúdio, com um produtor, desenvolvendo meu som, descobrindo. Eu gosto de muita coisa e eu nunca trabalhei com isso. Eu tô só descobrindo, fazendo o que eu amo."

Atuação

"Eu não vou fazer nada como atriz agora, mas eu tenho três filmes para lançar. Acho que todos o ano que vem."

Feminismo

"Eu não sou muito, normalmente, a favor de rótulos. Mas eu me considero feminista. Eu acho que a gente precisa de feminismo quando você é julgada pela roupa que você usa, quando você é culpada por alguém querer abusar de você, quando você, por ser mulher, tem uma atitude sexual e te julgam por isso, e, se fosse homem, não te julgassem. Então eu acho que a gente precisa do feminismo , e eu tenho muito orgulho de me achar e de me sentir feminista."

Sobre o Recife

"Eu sempre venho a trabalho, não conheço muito, mas adoro a comida, que é uma coisa a qual eu me apego nos lugares que vou."

Baile da Avina/Vogue

"Mas neste evento, especificamente, teve uma coisa que me tocou muito, que é um projeto para arrecadar fundos para uma cisterna e para levar água para uma escola pública. Eu tenho um projeto muito parecido em Cabo Verde, na África. E a gente sempre fala que a gente quer trazer para o Sertão do Brasil. Pra mim é interessante estar aqui, conhecendo as pessoas que fazem isso, de forma idônea, e participar, contribuir de alguma forma."